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ABC de Londres
(www.leros.co.uk)
NÃO É FÁCIL CHEGAR em Londres sem alguns toques
sobre as trilhas e armadilhas desta cidade. As
informações compiladas neste site foram baseadas
em experiências e dúvidas de vários leitores
e colaboradores ligados à revista Leros nos
últimos 14 anos. É importante notar que
estamos informando como as coisas funcionam na
prática para que você decida que riscos deve
correr, e não sugerindo qualquer tipo de conduta.
Portanto, leia atentamente e boa aterrissagem!
Entradas sem bandeiras - O que você precisa saber
para não ser barrado no baile
SE VOCÊ DESEMBARCAR DISTRAÍDO no aeroporto ou
chegar por terra sem conhecer os requisitos dos
oficiais da Imigração, estará correndo o risco de
ser mandado de volta ao Brasil sem sequer chegar
a ver o Big Ben. É na chegada que o visitante ou
estudante é avaliado e a decisão do oficial da
imigração que o entrevista no aeroporto prevalece
sobre qualquer visto que você tenha obtido
anteriormente. Os oficiais da imigração podem
revistar malas, traduzir cartas, verificar
computadores portáteis e documentos. Chegam até a
tirar raio-x do aparelho digestivo de alguns
brasileiros para verificarem se há drogas no
organismo. Se você pretende permanecer no Reino
Unido por mais de seis meses, é necessário
contatar o Consulado Britânico do Rio de Janeiro
para obter o "entry clearance", uma autorização
de entrada que funciona como uma espécie de
pré-visto. Somente turistas que pretendam
permanecer por seis meses ou menos podem chegar
sem o entry clearance. Turistas e visitantes não
têm permissão para permanecer no Reino Unido por
mais de seis meses.
Mas mesmo que você queira permanecer por menos de
seis meses, existe a possibilidade de ser mandado
de volta ao Brasil se os oficiais de Imigração
acharem que você não é um turista ou estudante
legítimo. Em 2005, uma média de sete brasileiros
foi rejeitada diariamente por não preecher os
requisitos da Imigração. Mas o importante é estar
atento e não paranóico, pois a maioria dos
estudantes e turistas brasileiros que vêm ao
Reino Unido ainda não encontra problemas para
entrar. No entanto, os que são rejeitados perdem
o dinheiro que pagaram pela passagem, que não é
reembolsado, e ser barrado é uma experiência
bastante traumatizante. Seguindo as recomendações
abaixo você pode minimizar as chances de passar
por ela: - PASSAGEM DE VOLTA É a prova de que
você pretende retornar e você deve estar sempre
pronto a apresentá-la. Observe para quando seu
retorno está marcado, pois muitas vezes eles
perguntam quando você pretende voltar e se a sua
resposta não condiz com a data da passagem, você
terá que esclarecer a divergência e dar todos os
detalhes da sua trajetória. Ainda há agências no
Brasil que quando vendem uma passagem com retorno
aberto, marcam uma data de volta fictícia por
exigência da companhia aérea. Por distração,
muitos brasileiros disseram que voltariam antes
ou depois daquela data por saber que a passagem
poderia ser mudada e, não conseguindo convencer
as autoridades de que o retorno estava em aberto,
acabaram não sendo aceitos. - DINHEIRO É
essencial ter dinheiro suficiente para se manter
durante a sua estadia sem ter que trabalhar.
Nunca diga que vai ficar mais tempo do que o seu
dinheiro possa cobrir, a menos que você possa
provar que irá receber ordens de pagamento do
Brasil. Se não tiver como provar, é bem provável
que será rejeitado, já que o método deles é "if
in doubt, keep them out". Espera-se que um
turista tenha US$75 para cada dia que pretenda
ficar no Reino Unido. Como na maioria dos casos,
o visto é concedido por seis meses, mesmo que o
turista diga que pretende ficar por menos tempo,
é melhor dizer que pretende permanecer apenas
pelo período que você pode comprovar que tem como
se manter. - BAGAGEM Nunca traga nada de
terceiros sem saber o que é, incluindo bilhetes e
cartas. Quando decidem checar a sua bagagem, eles
investigam tudo e às vezes até traduzem cartas
pessoais. Qualquer menção a trabalho ou cursos
(se você não disse que pretendia estudar)
levantará suspeitas. No caso de drogas, a
situação é mais grave. Caso encontrem drogas na
sua bagagem, você vai tomar chá de canequinha por
um bom tempo. Mesmo que seu vôo esteja apenas
fazendo escala em Londres, o julgamento é na
Inglaterra e se for condenado, a pena (de 6 a 12
anos) é cumprida em penitenciária britânica. -
ENTREVISTA O fato de ter preenchido as condições
acima ainda não garante a sua admissão. O oficial
de imigração pode querer saber os motivos de sua
viagem e ainda existe a possibilidade de
rejeitá-lo apenas por achar que o seu
comportamento não é conveniente para o país. Não
existe um padrão para essa avaliação. Se o
oficial suspeitar, mesmo não tendo provas, ele
tem autonomia para barrá-lo. Em 2004, por
exemplo, um grupo de 72 brasileiros veio à
Inglaterra para um festival em homenagem aos
Beatles. Os oficiais decidiram entrevistá-los
sobre os Beatles e seis brasileiros foram
repatriados porque não souberam responder algumas
perguntas. Um deles não soube dizer o nome da
viúva de John Lennon e o oficial da Imigração não
acreditou na possibilidade de alguém viajar para
um festival sobre os Beatles e não saber quem é
Yoko Ono. Os outros cinco voltaram para o Brasil
por não saberem dizer quais integrantes do
Beatles ainda estavam vivos ou por não terem sido
capazes de citar as músicas da banda que eles
conheciam. O episódio deixa claro que
contradições e indecisões sempre levantam
suspeitas. Outra pergunta comum é sobre as suas
atividades no Brasil e eles esperam que elas
sejam relacionadas à sua viagem. Se, por exemplo,
você é estudante no Brasil e está viajando fora
do período de férias escolares, eles vão querer
saber por que. Antes de dizer que tem conhecidos
na Inglaterra, esteja certo de que eles saibam da
sua vinda, pois eles podem ser contatados para
confirmar suas intenções. Ter amigos ou parentes
no Reino Unido nem sempre ajuda. Muitos oficiais
suspeitam de que se você tem contatos com
residentes aqui, você veio para ficar e vão fazer
várias perguntas sobre essa pessoa. Caso alguém
vá esperá-lo no aeroporto, eles podem chamar essa
pessoa para confirmar o que você disse antes de
carimbarem o visto no seu passaporte. Se você
disser que não conhece ninguém e tiver alguém à
sua espera é bem provável que eles não o deixem
entrar. Já aconteceu de um oficial da imigração
chamar o nome de um recém-chegado pelos falantes
do aeroporto para ver se havia alguém esperando.
A pessoa foi ao guichê da imigração, o turista
tinha dito que não conhecia ninguém e foi mandado
de volta. - ESCOLA: Quem pretende fazer um curso
de curta duração, ou seja, inferior a seis meses,
não precisa autorização de entrada, pode obter o
visto na chegada. Se você pretende estudar, é
necessário comprovar que além de ter pago pelo
curso, você tem como se manter durante a sua
estadia. Embora os estudantes possam trabalhar
até 20 horas por semana, os oficiais da Imigração
esperam que você não conte com um emprego de meio
período para se manter. Na prática, esse emprego
seria um extra e não uma fonte de renda para
pagar por transporte, acomodação e outras
necessidades básicas. Se você não tem muito
dinheiro mas seus pais o ajudarão no decorrer do
curso, esteja preparado para esclarecer como o
dinheiro será enviado. Um outro problema que
alguns brasileiros tiveram no ano passado foi com
matrículas em escolas muito baratas, não
reconhecidas pelo British Council ou organizações
do gênero. Veja bem, não há nenhuma recomendação
oficial para que o estudante se matricule numa
escola reconhecida, mas você tem que estudar 15
horas por semana, em horário diurno, numa escola
legítima, ou seja, que ofereça cursos de
qualidade e controle a freqüência dos alunos. As
escolas reconhecidas pelo British Council, BAC,
ABLS (the Assocation of British Language
Schools), ARELS (Association of Recognised
English Language Services) ou BASELT (the British
Associaton of State English Language Teaching),
são vistas com bons olhos. - ENTRY CLEARANCE /
Autorização de entrada: Os brasileiros recebem o
visto ao chegar no Reino Unido mas para quem
pretende permanecer por mais de seis meses é
necessário obter uma "entry clearance"
(autorização de entrada) no Consulado Britânico
(www.britishembassy.gov.uk) antes de sair do
Brasil, preenchendo o formulário VAF1. Trata-se
de um adesivo que é colado no passaporte do
viajante. A taxa para requerer a autorização de
entrada é de £85 e a solicitação deve ser feita
com uma certa antecedência. Verfique as datas na
etiqueta colada no seu passaporte e observe
também que você não pode viajar antes da data que
consta na etiqueta. Certifique-se de que ela
cobre o período necessário, verificando se a
"expire date" coincide com o término do seu
curso. Se houver qualquer erro você pode pedir ao
Entry Clearance Officer que faça as devidas
correções. - APARÊNCIA: Na teoria, a aparência
não deveria ser um quesito para a sua admissão no
país. Na prática, ela conta tanto que um
ex-oficial da imigração britânica até escreveu um
livro sobre o assunto. O inglês Tony Saint
escreveu um "romance" chamado Refusal Shoes, que
tem como protagonista um funcionário da imigração
que não gosta da função que exerce no aeroporto.
Depois de passar três anos controlando a entrada
de estrangeiros no terminal três do Aeroporto de
Heathrow e sete anos no terminal ferroviário do
Eurotunnel em Waterloo, Saint garante que seu
livro é pura ficção, mas numa entrevista
concedida à revista Trip, ele admitiu que algumas
histórias relatadas no livro realmente
aconteceram com ele, ou ele viu acontecer. E
confirma o que muitos estrangeiros descobriram
arduamente: você pode ter sua entrada negada no
país se estiver usando algo nos pés que não seja
considerado de bom gosto, como mocassins
envernizados, ou vestindo uma roupa que não
combine com o que está dizendo sobre a sua vida
ou o motivo da sua viagem. Como Henry, o
personagem principal e narrador da história,
Saint disse ao repórter da Trip que em certas
circunstâncias se sentia muito mal em relação ao
que estava fazendo: "Nunca foi o tipo de trabalho
que eu gostei de fazer, mas conheci, sim, certas
pessoas que sentiam verdadeiro prazer no que
estavam fazendo". Perguntado quantas entradas
recusou em 10 anos de trabalho, ele diz que
recusava entre 20 e 25 por ano, mas que alguns
colegas de trabalho recusavam essa média de
pessoas por semana e chegavam a competir para ver
quem mandava mais estrangeiros de volta ao país
de origem. Um outro ex-oficial da Imigração, Mark
Watson, disse numa entrevista à revista Leros que
se sentia aliviado por ter mudado de profissão:
"Se existe uma coisa de que eu me arrependo é de
um dia ter sido oficial de Imigração, um emprego
onde você tem que ser racista, machista e
homofóbico". Não existe regra para ser aceito no
Reino Unido, tudo depende do julgamento pessoal
de cada agente e ele tem que acreditar se é
verdade ou não a história que a pessoa está
contando, como Tony Saint deixou claro na
entrevista à revista Trip: "Por exemplo, você,
sendo do Brasil, não precisa de visto para entrar
aqui, mas tem de satisfazer o agente da imigração
quando chega. O caso é que tem muito brasileiro
que vem para cá sem nunca ter viajado para o
exterior, chega sem falar uma palavra de inglês e
diz que está vindo para passar três dias em
Londres! Claro que esse vai ficar um tempão na
imigração e dificilmente vai conseguir dar uma
boa razão para estar vindo para Londres". Saint
diz que ao usar um par de calçados como os que
aparecem na capa do seu livro você estará
"procurando problemas" (daí o título Refusal
Shoes). O que conta é a primeira impressão e não
é só a roupa que você está usando que é
analisada. De acordo com Saint, eles observam
também o modo como você anda e se está nervoso:
"Dá para olhar para um cara de terno e dizer que
ele, naturalmente, não usaria aquilo, que é só
uma roupa para impressionar. Se um homem diz que
está vindo passar férias e está de terno, vai ter
problemas... Ora, se está de férias, por que o
terno?".
RESUMINDO: Embora 90% dos brasileiros obtenha o
visto de seis meses sem problemas, a decisão
final é sempre do funcionário da Imigração, que
pode simplesmente se basear nos termos do Acordo
sobre Isenção de Vistos que o Brasil e o Reino
Unido firmaram em 2 de julho de 1998, por meio de
troca de notas: "As autoridades competentes da
República Federativa do Brasil e do Reino Unido
da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte reservam-se o
direito de negar entrada ou permanência em seus
territórios nos casos em que o requerente for
considerado indesejável ou inaceitável, no que
diz respeito à política adotada pelos respectivos
Governos quanto aos procedimentos de entrada ou
permanência de estrangeiros." Volta ao início da
página
Acomodação A MELHOR ACOMODAÇÃO é aquela que você
descobre através de alguém que está indo embora
ou vai se mudar. Se você não sabe de ninguém que
esteja de saída, a revista Leros todo mês publica
anúncios de quartos para alugar, geralmente
colocados por outros brasileiros que querem
dividir as despesas do aluguel ou por ingleses
que tiveram boas experiências com inquilinos
brasileiros no passado. Mas esses quartos muitas
vezes são alugados rapidamente e se você tem
acesso à Internet, é melhor consultar esse site,
que é atualizado quinzenalmente (para encontrar
os anúncios clique na seção Páginas Verdes &
Amarelas). Antes de alugar, é importante saber se
o aluguel inclui ou não a Council Tax. Na
Inglaterra quem paga a taxa para a manutenção dos
serviços públicos (polícia, coleta de lixo,
etc.), é o inquilino e não o proprietário. A
maioria das pessoas que aluga quartos para
estrangeiros já cobram um pouco mais para cobrir
o custo desta taxa. O mesmo não se aplica ao
aluguel de casas ou apartamentos. Em todo o caso,
informe-se antes para não ser surpreendido por
uma conta extra de £50 a £85 por mês. O valor
varia conforme a Administração Regional (Council)
do bairro. Estudantes são isentos de pagar a
Council Tax, mas turistas não. A responsabilidade
pela manutenção da casa alugada é do
proprietário, portanto qualquer problema de
encanamento, eletricidade, etc. deve ser pago por
ele. Se a propriedade requer reparos e o
proprietário é negligente, o inquilino pode fazer
os reparos e debitar o custo do aluguel mas antes
deve comunicar o proprietário por escrito e
estipular um prazo para que o reparo seja feito.
Esta lei é um pouco complexa e caso o problema
seja sério, é recomendável visitar o Citizens
Advice Bureau (posto de informações) do bairro
para saber os seus direitos. Quando o inquilino
danifica a propriedade o valor do estrago
normalmente é descontado do depósito. É comum a
exigência de um mês do valor do aluguel como
depósito quando a casa é alugada. Esse dinheiro
deve ser devolvido com juros quando vencer o
contrato do aluguel. Os contratos de aluguel
normalmente são feitos por seis meses e podem ser
renovados. Os aluguéis de quartos são mais
flexíveis e normalmente é feito um acordo para
estipular o aviso prévio. Muitos anúncios trazem
os códigos postais em vez de mencionar o bairro.
O código é a abreviação da região: NW = North
West (Noroeste). N = North (Norte). S = South
(Sul). SW = South West (Sudoeste). SE = South
East (Sudeste). E = East (Leste). W = West
(Oeste). WC = Centre (Centro). Não existe código
postal para o Nordeste de Londres, que é
designado como Norte (N) ou Este (E). O código
postal revela também o status de determinadas
partes de Londres: NW3 é o código de Hampstead, a
área dos abonados. N1 significa Islington, região
dos profissionais liberais e leitores do jornal
The Independent. SW3 quer dizer Chelsea - área
dos yuppies e socialites, provavelmente cara
demais para quem está começando. W2 é Bayswater,
vulgo "Brazilwater", meca dos brasileiros, e
portanto não recomendável para quem está a fim de
aprender inglês. Bayswater fica perto do Hyde
Park e o aluguel é bem caro. W1 é o West End,
área central da cidade (apesar do nome, não tem
nada a ver com o oeste), onde fica a maior parte
dos teatros e cinemas, que abrange também o Soho,
com uma população bem diversificada, abrigando a
área gay da cidade (Old Compton Street). SW4, SW2
e SW9 correspondem a Clapham e Brixton, o bairro
negro que costumava ser barato por ser
considerado um tanto violento pelos ingleses, mas
que começou a ficar badalado nos últimos anos com
uma vida noturna mais agitada, o que fez com que
os preços dos aluguéis também subissem. O leste
de Londres (código postal E) é a área mais barata
da cidade. Ingleses do Norte e do Sul de Londres
não se entrosam (o Tâmisa é uma barreira social e
cultural e muitos evitam atravessar o rio). Quem
mora acima do Rio Tâmisa, mesmo que seja numa
área denominada com o código SW, se considera do
Norte. Os moradores do norte geralmente esnobam
quem mora no Sul e quem mora no oeste também se
considera no Norte. W11 é Notting Hill Gate,
perto de Portobello Market, e W12 é Shepherd's
Bush (pronuncia-se "bush" mesmo e não "bãsh",
como fazem muitos brasileiros). Os códigos de
número 13 em diante são sinônimos de marasmo,
lugares onde muitas pessoas não gostam nem de
abrir a janela e portanto recomendáveis para quem
prefere um ambiente tranqüilo. Esteja preparado
para pagar entre £60 e £100 por semana por um
quarto de solteiro e desembolsar quatro semanas
adiantadas, além de pagar quatro semanas de
depósito.
BEDSIT: Quarto para uma ou mais pessoas,
geralmente com pia e fogão, mas o banheiro é
dividido. STUDIO FLAT conjugado): Quarto, com
cozinha e banheiro próprios. SELF-CONTAINED um
flat com um ou mais quartos, cozinha, banheiro e
só a entrada é dividida. PIED-A-TERRE: Um
eufemismo para studios ou flats extremamente
pequenos. Quando um anúncio diz que se trata de
um pied-a-terre "ideal", significa que é ideal
para quem não pára em casa e deve ser evitado por
quem tem claustrofobia. Volta ao início da página
Transporte
TRANSPORTE PÚBLICO Comprando um PASSE DE
TRANSPORTE (Travelcard) você tem direito a viajar
quantas vezes quiser tanto de ônibus como de
metrô, o que sai muito mais barato do que comprar
bilhetes individuais. Assim que chegar no
Aeroporto você já pode começar economizando se
comprar o One Day Travelcard. Heathrow fica na
zona 6 e uma viagem do aeroporto ao centro de
Londres custa £4. Com o One Day Travelcard que
inclui a zona 6, você paga £6.30 (vendido após as
9:30h da manhã) e tem direito a viajar quantas
vezes quiser o dia inteiro. O metrô leva cerca de
50 minutos para chegar ao centro de Londres, mas
é possível chegar em 15 minutos com o Heathrow
Express, o trem que vai direto e sai a cada 15
minutos. A passagem custa £13 até a estação de
Paddington. Um bilhete de metrô custa £2 (Zona 1)
mas um carnê com 10 bilhetes custa £15. O One Day
Travelcard para as zonas 1 e 2 custa £4.90. A
única restrição é que só é válido a partir das
9h30 da manhã durante a semana (custa £6.20 para
ser usado em qualquer horário). Se você for
buscar um amigo no aeroporto, verifique se não
vale a pena comprar o One Day Travelcard para
todas as zonas, que pode custar mais barato do
que a tarifa extra que você paga quando sai da
área permitida pelo seu passe tanto na ida como
na volta. Depois que estiver instalado, comprando
o passe semanal - Weekly Travelcard - você
economiza ainda mais, podendo viajar por sete
dias em qualquer horário, tanto no metrô como nos
ônibus (incluindo os noturnos). O preço deste
passe é £22.20 (zonas 1 e 2) ou £41 (todas as
zonas). Existem travelcards também para 3 ou 4
zonas e para fazer o primeiro Weekly Travelcard é
necessária uma foto 3x4 para a emissão da
carteirinha. Comprando um Oyster Card, você paga
menos por passagens avulsas e pode optar por um
passe mensal - Monthly Travelcard que custa
menos do que você pagaria por quatro passes
semanais. Outra vantagem é que você pode requerer
a segunda via caso perca o travelcard mensal, o
que não acontece com o semanal (a menos que você
compre o semanal com Oyster Card). É também
possível comprar bilhetes e passes somente para
ônibus. Eles são bem mais baratos do que os
passes válidos também no metrô. No entanto, o
tráfego em Londres é um tanto caótico e a
freqüência dos ônibus deixa a desejar. Ao
introduzir o pedágio no centro de Londres em
2003, a Prefeitura prometeu investir a renda no
aumento de ônibus em circulação e conforme o
progresso, talvez valha a pena, por exemplo,
comprar um passe diário (bus pass) por £3.50. O
transporte público encerra por volta da
meia-noite mas há ônibus noturnos que saem de
Trafalgar Square e circulam a noite toda, com uma
freqüência de 30 a 60 minutos conforme a linha.
Para saber como chegar a determinado local de
ônibus ou de metrô ou checar horários, ligue para
020 7222 1234 ou visite o site www.tfl.gov.uk.
Neste site você encontra também informações sobre
o Oyster Card, que é mais econômico do que os
passes (travelcards) vendidos nas estações de
metrô.
CARTEIRA DE MOTORISTA A lei não obriga que o
motorista carregue os documentos do carro mas
quando a polícia pára um veículo e pede os
documentos do motorista, ele tem sete dias para
apresentá-los na delegacia. A carteira de
habilitação brasileira pode ser usada no Reino
Unido por um ano, a partir da data da sua
chegada. Alguns brasileiros desperdiçam dinheiro
tirando a carteira de motorista internacional,
que não faz a menor diferença para as autoridades
britânicas (mesmo sendo escrita em português, a
brasileira é válida por um ano da mesma forma).
Depois de um ano você só pode dirigir com a
carteira britânica. Para adquiri-la você deve
antes pagar uma taxa no correio para obter a
Provisional Driving Licence. Com a provisional,
você pode dirigir ao lado de um motorista
portador da carteira britânica por no mínimo três
anos: basta colocar o símbolo "L" (abreviação de
"learner", aluno) na frente e atrás do carro. Não
é necessário recorrer a nenhuma auto-escola para
fazer o teste. Estude o Highway Code para fazer o
exame escrito e depois de aprovado você pode
então se inscrever para o exame prático, que
consiste em dar uma volta com o examinador sem
cometer nenhuma infração. Eles dão muito mais
ênfase à segurança do que, por exemplo, à
habilidade de estacionar o carro. É
imprescindível checar o espelho retrovisor antes
de dar a seta, usar o breque de mão no sinal
fechado e parar o carro na posição correta em
cruzamentos. Os preços e telefones de contato
para se inscrever nos exames encontram-se no
formulário da Provisional Driving Licence.
SEGURO Dirigir sem seguro é estritamente ilegal e
na Inglaterra o seguro pertence ao motorista e
não ao veículo. Portanto você não pode dirigir o
carro de um amigo se você não tiver seguro e
vice-versa, a menos que ele tenha incluído o seu
nome na apólice dele. As seguradoras são bastante
flexíveis e você pode fazer o seguro pelo prazo
que julgar necessário. Certifique-se de que a
informação que você fornece à seguradora está
correta, pois as mesmas empresas que não checam
nada na hora de vender o seguro, vão verificar
todos os detalhes fornecidos se você cometer um
acidente. Qualquer imprecisão, como não mencionar
que você não é portador da carteira britânica,
por exemplo, pode implicar no cancelamento do
seguro.
MOT É um certificado fornecido por um mecânico
autorizado, atestando que o carro foi
inspecionado e está em conformidade com as normas
de segurança. Deve ser renovado todo ano e
dirigir sem ele é ilegal. Mesmo que você não for
abordado pela polícia, se o motorista se envolver
em algum acidente e o MOT do carro não for
válido, a seguradora irá com certeza usar esse
deslize para não pagá-lo. Não é necessário
carregar os documentos (MOT, Carteira de
Motorista e Seguro) no carro, mas se você for
parado pela polícia, deverá apresentá-los na
delegacia mais próxima da sua casa num prazo de
sete dias.
ROAD TAX É a taxa que o proprietário do veículo
deve pagar e se você circular sem o "tax disc"
(que deve ser mantido na frente do carro), será
abordado pela polícia. Os preços variam de £110
(veículos até 1549cc) a £165 (acima de 1549cc)
por ano, ou £60.50 e £90.75 por seis meses,
conforme o tamanho do motor e a emissão de gás
carbônico do carro. Para obter o "tax disc" do
carro, basta ir à agência do Correio com o
documento de registro do veículo, certificado da
seguradora e certificado de MOT.
ESTACIONAMENTO / MULTAS É PROIBIDO ESTACIONAR na
faixa dupla e quando a faixa amarela paralela à
calçada não é dupla, o estacionamento só é
permitido em determinados horários. Portanto é
necessário checar o horário que restringe o
estacionamento (geralmente há uma placa pregada
em um poste). Se você for multado por ter
estacionado numa faixa que não é visível (muitas
estão extremamente desbotadas) esse é um dos
argumentos mais valiosos para contestar a multa.
Se não cancelar a multa, a Administração Regional
(Council), deverá enviar ao motorista instruções
para recorrer ao Parking Appeals Service, órgão
independente com poder de decisão nesse tipo de
contestação. Se o Council decidir se defender, o
Parking Appeals Service normalmente marca uma
audiência com o motorista e um representante do
Council, mas em muitos casos, o Council não
apresenta defesa e a multa é cancelada nesse
estágio. Por isso vale a pena checar se a faixa
era ou não nítida e se o veículo ficou
estacionado por um período maior que o permitido.
É importante estar também atento às áreas
marcadas com linhas brancas, que são reservadas
aos residentes locais (é preciso expor o cartão
de residente na frente do carro) ou que permitem
o estacionamento por até duas horas desde que o
motorista compre um ticket proporcional ao tempo
em que pretende estacionar. As máquinas que
emitem os tickets ficam normalmente na calçada e
em muitos bairros existem relógios para o
motorista inserir as moedas. Se o carro
permanecer estacionado por mais tempo do que
estiver designado no ticket ou no relógio
controlador, o motorista recebe uma multa de £30
a £50 conforme a área e se não pagar em 14 dias,
o valor da multa é dobrado.
ÁLCOOL A polícia pode também fazer um teste com o
bafômetro para checar se o motorista está
alcoolizado.Se o álcool passar do limite
permitido, o motorista é preso por um dia e
processado. Há sempre um advogado de plantão na
delegacia, mas nem sempre os policiais informam o
motorista de que ele pode consultá-lo.
COMO CHEGAR EM DETERMINADO LOCAL O guia mais
popular de Londres é o A to Z, mas se você sabe o
código postal completo do endereço, basta visitar
os sites www.multimap.com ou www.upmystreet.com e
digitar o código postal do endereço procurado
para saber mais precisamente onde fica o local.
Esses sites são úteis principalmente quando o
local fica em avenidas ou ruas muito longas pois
indicam em que altura da rua fica o endereço.
PEDÁGIO EM LONDRES (Congestion Charge) Para
dirigir no centro de Londres das 7h às 18:30h em
dias úteis é necessário pagar um pedágio de £8
por dia. Para efeito de pedágio, considera-se o
centro de Londres a área compreendida entre
Marylebone Road, Euston Road, Pentonville Road,
City Road, Great Eastern Street, Commercial
Street, Tower Bridge Road, New Kent Road,
Kennington Lane, Vauxhall Bridge Road, Grosvenor
Place, Park Lane e Edgware Road. Se o pedágio não
for pago até as 22h, o valor sobe para £10. Se
não pagar até a meia-noite o motorista será
multado. O pedágio deve ser pago em qualquer
agência do correio no centro, em alguns postos de
gasolina, ou pela Internet: www.cclondon.com.
Assim que o pedágio é pago, a placa do veículo é
colocada no sistema. Os motoristas dos carros que
forem registrados pelas câmeras na área central e
não tiverem a placa no sistema levam uma multa de
£40. Se não for paga em duas semanas, a multa
sobe para £80 e depois de quatro semanas aumenta
para £120. O pedágio diário permite que o
motorista entre e saia do centro várias vezes
durante o dia e as motocicletas são isentas do
pedágio. Lembre-se de que o tráfego é pela
esquerda e dirija com cuidado. De leve que é na
contramão! Londres para todos os bolsos
HÁ VÁRIOS GUIAS especializados em Londres (Time
Out, Rough Guide, etc.) e a jornalista Helena
Carone lançou o livro Por Dentro de Londres
(Topbooks), um guia em português repleto de
informações interessantes, que inclui desde os
pontos turísticos convencionais aos eventos mais
alternativos da cidade. A revista Time Out
(£2.35) é publicada semanalmente e cobre a
programação cultural da cidade, assim como o
suplemento Hot Tickets, que vem gratuitamente com
o jornal Evening Standard (45p) às
quintas-feiras. Como cobrir a vida cultural
londrina renderia mais um livro, segue abaixo uma
breve seleção dos lugares principais, que mesmo
sendo grátis não deixam a desejar a lugares que
cobram entrada.
GALERIAS · Tate Modern Bankside, SE1. Metrô
Southwark ou Blackfriars Tel. 020 7887 8000.
www.tate.org.uk. Entrada grátis. Aberta
diariamente das 10h às 18h (sextas e sábados até
às 22h). A nova Tate, inaugurada no ano 2000, tem
uma coleção de arte contemporânea imperdível num
espaço cultural impressionante e só a harmonia da
arquitetura e o interior do prédio já justificam
uma visita. Vale a pena reservar um dia inteiro
para explorar a diversidade do acervo da Tate,
dividido em quatro grupos (Paisagens, Nudez,
História e Natureza-morta). Quem tiver fôlego
pode ainda comprar um ingresso para visitar o
Turbine Hall e a exposição do quarto andar (a
entrada varia de £3 a £8 conforme a mostra). ·
Tate Britain Millbank, SW1, metrô Pimlico, tel.
020 7887 8000. Aberta diariamente, das 10h às
17h45. Arte britânica do século 16 em diante, com
obras divididas em séries como 'Artistas e
Modelos', 'Literatura e Fantasia', etc. ·
National Gallery Trafalgar Square, WC2, tel. 020
7839 3321. Aberta diariamente das 10h às 18h (às
quartas-feiras fecha às 21h). Entrada grátis.
Maior coleção de pinturas da Inglaterra, com
cerca de dois mil quadros dos grandes mestres do
séc. 13 ao 16 (Piero della Francesca, Raphael,
Titian, Veronese, Rembrandt, Velásquez,
impressionistas, etc.). Ao lado encontra-se a
National Portrait Gallery, com exposições de
fotos, pinturas e esculturas de membros da
família real e figuras mais contemporâneas. ·
Museu Britânico Great Russel Square, WC1, tel.
7636 1555/ 323 8599. Metrô: Tottenham Court Road.
Diariamente das 10h às 17:30h (quintas e sextas
das 10h às 20:30h). Uma infinidade de atrações
que justificam mais de uma visita para explorar
esse prédio neoclássico, onde se encontram múmias
egípcias, tesouros roubados de países do mundo
todo, uma vasta biblioteca e a sala de leitura
onde Marx estudava. · Photographers' Gallery 5
Great Newport Street WC2, Leicester Square. Tel:
020 7831 1772. Espaço exclusivamente dedicado a
reportagens sociais, manipulação de imagens e
fotografia contemporânea. · Barbican Centre Silk
Street, EC1, metrô Barbican. Telefone: 020 7638
4141 Concertos de música clássica e de jazz
gratuitos no foyer, exposições, cinema e teatro.
· South Bank Centre Waterloo/Embankment, SE1
Telefone: 020 7928 2252 No foyer do Royal
Festival Hall há concertos de jazz toda
sexta-feira no horário do almoço, além de
exposições de fotos e arte contemporânea.
MERCADOS Portobello começa às sextas-feiras mas é
no sábado que o mercado apresenta uma variedade
maior de roupas exclusivas feitas por novos
designers, e barganhas de segunda mão, entre
quinquilharias para casa e antiguidades. ·
Portobello Market, Portobello Road, W10 metrô
Ladbroke Grove, às sextas e sábados. Camden: o
chique e o kitsch se confundem no mercado, mas
Camden continua atraindo pessoas de todas as
tribos e ainda é o melhor lugar para encontrar
desde modelitos diferentes ou chapéus
confeccionados artesanalmente até roupas
futuristas para transitar pelos nightclubs,
portanto é uma parada obrigatória. · Camden Town,
NW1, sábados e domingos. SpitaLfields: O mercado
é coberto e mesmo com chuva atrai um público bem
diversificado, que inclui vegetarianos em busca
de comida orgânica e abriga artesãos e designers
criativos. · Spitalfields, E1, metrô Liverpool
Street, domingos, das 11h às 15h.
VIDA NOTURNA ATÉ O ANO PASSADO, depois das 23h os
pubs eram proibidos de vender álcool, mas mesmo
com a lei que aboliu esta restrição, muitos pubs
não renovaram sua licença e continuam fechando às
11h da noite. Mesmo os restaurantes que ficam
abertos até mais tarde só têm licença para vender
bebidas alcoólicas para quem estiver jantando.
Portanto, se você pretende continuar a noite
depois das onze, não deduza que o pub permanecerá
aberto, principalmente se convidou alguém
especial para um drink. Os pubs agora costumam
colocar o horário da casa na porta. Para quem
está a fim de uma balada, o universo escuro e
privado dos nightclubs começa a aflorar por volta
da meia-noite e embora grande parte desses clubs
só tenha licença para vender álcool até as 2h da
manhã, muitos continuam abertos até o amanhecer.
Drogas O USO DE drogas no Reino Unido é proibido,
mas no caso da maconha, as autoridades são um
pouco mais liberais. No ano passado, o ministro
do Interior, David Blunkett, mudou a
classificação da maconha, que era considerada uma
droga classe B, para classe C. Mas para acalmar
os conservadores, o mesmo ministro mudou a lei,
permitindo que a polícia prenda usuários de
drogas classe C. Ou seja, a maconha agora
encontra-se na mesma categoria que certos
calmantes e seus usuários deixaram de ser um alvo
da polícia. Mesmo assim, quem usar a erva
explicitamente corre o risco de ser detido e,
conforme a quantidade que portar, pode ainda ser
processado. TRABALHO SER AUTUADO TRABALHANDO
ilegalmente resulta em deportação. Se um turista
é flagrado roubando ou dirigindo embriagado, ele
vai ser julgado e punido com multa ou prisão,
conforme o caso, mas ao ser pego trabalhando sem
permissão, ele é deportado e não tem direito a
apelar (nem tempo). O National Insurance Number é
o número de inscrição na previdência social e ser
portador de um não significa que você tenha
permissão de trabalho. Ele serve apenas para o
recolhimento das taxas descontadas do seu
salário. Se você tem visto de turista, o carimbo
no passaporte diz "Employment Prohibited" e se
for autuado trabalhando as autoridades agirão
energicamente. Estudantes, no entanto, podem ter
empregos de meio-período (veja a seção
Estudantes). Outra vantagem de ser estudante é
que seu salário pode não sofrer o desconto das
taxas (quase 30%). Retire o formulário P38S no
Tax Office do seu bairro (ligue para 020 7438
6622 para obter o endereço), assine uma
declaração de que o seu salário não atingirá o
limite de £4.745 por ano (o ano fiscal começa em
6 de abril e termina no dia 5 de abril do ano
seguinte) e entregue ao seu empregador.
Profissionais altamente qualificados
Se você tem nível superior, pode comprovar que
ganhava £25 mil por ano no Brasil e tem cinco
anos de experiência na sua área, pode se
candidatar ao Highly Skilled Migrant Programme,
um programa que tem como objetivo atrair
imigrantes qualificados para o Reino Unido.O
critério de seleção encontra-se no site
www.workingintheuk.gov.uk/
working_in_the_uk/en/homepage/schemes_and_programmes/hsmp.html
Permissão de trabalho Se você não tem uma
profissão que esteja em falta no Reino Unido, é
muito difícil obter a permissão de trabalho sendo
estrangeiro, pois é o empregador quem deve entrar
com o pedido e o processo é trabalhoso. A empresa
tem que provar que você tem uma especialidade que
ela não encontrou em outros candidatos. Para
tanto, ela deve anunciar o emprego e comprovar
que não conseguiu preencher a vaga, por isso
precisa contratá-lo. A menos que você tenha
alguma forma de expertise, poucos empregadores se
darão a esse trabalho. Uma outra opção para quem
tem de 18 a 30 anos de idade, seria tentar o
Sectors Based Scheme (SBS), também conhecido como
Low Skilled Scheme, um projeto que admite 20 mil
trabalhadores sem qualificações especiais por
ano. Mas quem entra com o pedido também é o
empregador e ele vai precisar provar que não foi
capaz de encontrar entre os residentes no Reino
Unido um candidato interessado em preencher a
vaga. O jeito seria colecionar anúncios de oferta
de emprego que são publicados continuamente e
bater na porta do empregador se oferecendo, um
processo não muito prático. Se você der sorte e
conseguir convencer uma empresa a pagar a taxa de
£74 para pedir a permissão de trabalho, ela só é
válida para aquele emprego, ou seja, quando o
contrato de trabalho terminar, você volta à
condição de estrangeiro sem direito a trabalhar.
Trabalhos alternativos A rotatividade nos
trabalhos listados nesta seção é tanta que quase
não há fiscalização. Manicure/Pedicure: Tipo de
trabalho que tem grande demanda, já que quando se
trata de cuidar das mãos/pés, muitas pessoas
preferem lidar com pessoas da mesma língua, o que
torna a atividade mais relaxante. Você pode
marcar de ir à casa das pessoas em horários que
não coincidam com seus estudos ou compromissos.
MODELO: Você não precisa ter o torso do Rodrigo
Santoro ou o corpinho da Gisele para trabalhar
como modelo em escolas de arte. Basta estar
disposto a posar nu. Alguns professores de Modelo
Vivo (Life Drawing) até preferem tipos obesos ou
esqueléticos para desenvolverem o potencial de
seus estudantes. As aulas duram de duas a quatro
horas mas há vários intervalos. O trabalho é
cansativo pois você não deve se mover, mas
ganha-se em média £7 por hora e é uma boa chance
de passar umas horas pensando na vida. A Chelsea
School of Art (tel. 020 7514 7750), por exemplo,
tem vários cursos de desenho e pintura. Para
obter endereços de outras escolas consulte o
Floodlight na biblioteca do seu bairro ou adquira
uma cópia (£3.50) e procure pela listagem dos
cursos de "Life Drawing" ou "Sculpture". LIMPEZA
(Cleaning) / BABY SITTING: O trabalho não é muito
excitante mas ganha-se uma média de £7 a £9 por
hora para faxina e £4 a £5 para cuidar de
crianças. Os anúncios da revista TNT, além de
bastante concorridos, são destinados às
australianas, portanto espera-se que seu inglês
seja fluente. Consulte as vitrines dos News
Agents (lojas de jornais e revistas) ou coloque
você mesma um anúncio oferecendo seus serviços.
Escolha um News Agents em South Kensington,
King's Road ou Hampstead para anunciar. Custa
mais caro (£1.50 por semana), mas há mais
dondocas na área e uma vez que você consiga um
emprego, elas podem te recomendar a outras
amigas. DISTRIBUIÇÃO DE REVISTAS: Distribuir
revistas na saída do metrô para passageiros que
geralmente não as querem é divertido no começo,
apesar do frio, mas logo cansa e por isso há
bastante rotatividade e novas vagas. Ganha-se £10
por duas horas de trabalho (das 7h45 às 9h45 da
manhã). Para se inscrever é necessário contatar o
departamento de distribuição (tel. 020 7005 5050,
Independent Magazines: Independent House, 191
Marsh Wall, London E14 9RS ). As revistas são
distribuídas de segunda a quinta-feira. TESTE DE
DROGAS: Alguns laboratórios recrutam pessoas para
experimentar certas drogas antes de lançá-las no
mercado. O problema é que se eles estivessem 100%
seguros de que as drogas não têm nenhum efeito
colateral, não precisariam de nenhum teste. Você
estará servindo de cobaia em experimentos para o
tratamento de doenças como pr exemplo asma,
pressão alta e depressão. Por isso, informe-se
bem sobre o tipo de teste antes de se
comprometer. A Cambridge Research Unit costuma
recrutar pessoas de 18 a 45 anos para uma
pesquisa médica, mas só fornece os detalhes (tipo
de teste, pagamento, etc) para os candidatos.
Para quem se habilita, o telefone é 0800 32 84
195.
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SAÚDE TODA PESSOA COM VISTO por mais de seis
meses no Reino Unido tem direito a assistência
médica gratuita. Basta ir ao posto de saúde do
seu bairro (health centre) com evidência de que
tem intenção de permanecer legalmente no país por
mais de seis meses e se registrar. Para quem está
apenas de passagem, a clínica Great Chapel Street
Medical Centre (13 Great Chapel Street, W1, tel.
020 7437 9360), atende pessoas que não estão
registradas em nenhum centro de saúde, das 14h às
16h. A consulta é grátis mas caso seja necessário
fazer algum tratamento o médico decide se o
estrangeiro deve ou não pagar (em casos de
emergência o serviço é gratuito). Se você
suspeitar que está grávida, alguns centros
propiciam assistência e aconselhamento: Brook
Street Advice Centre: 233 Tottenham Court Road,
W1. Tel. 020 7387 8700 / 7274 4995 Consultas
grátis sobre contracepção, aborto, teste de
grávidez, etc. Todos os serviços são gratuitos
para mulheres até 25 anos de idade (não atendem
pessoas acima de 25). www.brook.org.uk Dentistas:
Em caso de emergência procure a Guy's Hospital
Dental School, St. Thomas Street, SE1, tel. 020
7935 5000. Se preferir um dentista que fale
português, a Dra. Amália Fahmy (102 Baker Street
W1), pode ser contatada pelo telefone 020 7589
6231 ou 07703 57 47 27 (celular), · AIDS: O grupo
Naz Vidas oferece serviço gratuito e confidencial
de prevenção, teste e aconselhamento para pessoas
da comunidade brasileira em Londres afetadas e/ou
preocupadas com HIV, AIDS e saúde sexual. Tel:
020 8741 1879 (José). E-mail: Vidas@naz.org.uk
CONTA BANCÁRIA Se você é estudante, para abrir
uma conta bancária dirija-se a uma agência com o
seu passaporte, uma carta do colégio e um
documento que comprove o seu endereço. Com o
visto de turista, no entanto, fica bem mais
complicado, pois além do passaporte o banco
exigirá um ou dois comprovantes de endereço: uma
conta de gás ou telefone que esteja no seu nome e
o cadastro no registro de eleitores, o que é
praticamente impossível para um estrangeiro.
Ainda assim eles serão relutantes em fornecer
talão de cheques. Além disso, os bancos exigem
referências de pessoas que o conheçam por pelo
menos dois anos. Por isso muitos estrangeiros
recorrem às Building Societies (Cadernetas de
Poupança), que só requerem um documento de
identidade e uma prova de endereço que pode ser
um cartão de registro no centro de saúde (medical
card). As buildings societies também são
criteriosas para fornecer talão de cheques a
cliente novos, mas você ganha um cartão para
movimentar a conta pelo caixa eletrônico sem
nenhum problema. Caso necessite fazer algum
pagamento pelo correio (contas, reservas de
ingressos para shows, etc.), você pode ir ao
caixa e solicitar um cheque avulso (counter
cheque), que pode ser feito nominal ao
destinatário por questões de segurança. Uma outra
maneira de fazer pagamentos pelo correio é
através de ordem postais (Postal Order), que
podem ser obtidas em qualquer agência do correio.
Elas vêm em branco e você preenche os detalhes do
destinatário, mas não são grátis como os counter
cheques.
TV LICENCE A BBC não transmite comerciais e quem
patrocina a programação é o telespectador. Por
isso em toda casa onde há um aparelho de TV ou
vídeo é obrigatório o pagamento de uma taxa anual
de ££126.50 (TV colorida) ou £42 (preto e
branco). A licença pode ser paga em qualquer
agência do correio. Os computadores do TV
Licensing têm um cadastro das casas que pagaram a
licença e mandam cartas para residências que não
pagaram. Alguns inspetores abordam essas casas
como se estivessem fazendo pesquisa de mercado e
se detectarem um aparelho de TV sem licença
processam o dono. No julgamento, alegar que
desconhecia a tal licença por ser estrangeiro não
irá isentá-lo da multa, que pode ser de até
£1.000, mas pode amenizá-la e há casos de
estudantes que pagaram uma multa menor, além do
valor da licença atrasada. Algumas pessoas pagam
a licença para TV preto e branco, mesmo usando TV
a cores. Nesse caso, a possibilidade de serem
inspecionadas é menor, mas se acontecer, serão
processadas da mesma forma. Uma dona-de-casa que
comprou a licença para TV branco e preto foi
autuada usando TV colorida. Ela explicou ao
inspetor que a TV era preto e branco, mas que se
alguém esbarrasse nela, a TV passava a funcionar
em cores. O inspetor pediu que ela ligasse a TV e
a dona-de-casa foi logo dando um tapa na lateral
do aparelho. Assim que surgiu a imagem em cores
ela comentou: "Está vendo? Foi só esbarrar que
vieram as cores, essa TV anda muito estranha".
Foi processada por não ter a licença apropriada
para o aparelho. Se você pagar a TV Licence e
sair do país antes do vencimento, ou a televisão
pifar nesse período, o TV Licensing reembolsa o
período não usado e contatando-os antes de viajar
(tel. 0990 246 246), pode-se receber o reembolso
antes de deixar o país ou negociar para que seja
enviado ao Brasil. Informações no site
www.tvlicensing.co.uk
Council Tax: leia a seção Acomodação.
TAXAS Todo estrangeiro tem direito ao reembolso
dos impostos descontados de seus pagamentos
quando deixa o país, mesmo que tenha trabalhado
ilegalmente (não há conexão entre escritório das
taxas e permissão de trabalho). É possível reaver
os impostos pagos nos últimos cinco anos fiscais.
Para receber as taxas de volta, você deve
preencher o formulário P85, que pode ser obtido
em qualquer Tax Enquiry Office (ligue para 020
7438 6420 para saber o mais próximo de você) e
enviar também o P45 (atestado do empregador
especificando os impostos deduzidos do salário).
Enviando os formulários P45 e P85 ao endereço que
consta no alto do seu P45, as taxas são enviadas
ao Brasil. Caso você ainda esteja trabalhando, é
necessário enviar o formulário P60 (declaração do
atual empregador sobre os impostos descontados no
último ano fiscal). Na maioria dos casos o
reembolso é conseguido em seis semanas mas há
agências que se especializam nesse serviço,
cobrando uma taxa de 15% de comissão da quantia
recebida. Como as agências só recebem se você for
reembolsado, elas têm estratégias para que o
pagamento chegue antes de você deixar o país.
COMPRAS & VAT Quase todos os produtos
comprados no Reino Unido incluem no preço o VAT,
ou seja, um imposto de 17.5%. Se você está
visitando a Inglaterra, não tem cidadania
européia e não permanecer no país por mais de
seis meses, vale a pena fazer compras em lojas
que tenham convênio com o VAT Refund Scheme.
Nesse caso, você pode receber o VAT de volta e
estará sendo reembolsado 14,89% do valor pago.
Por exemplo, se você pagou £470 por uma câmera
fotográfica, multiplique esse valor por 14.89%
para saber quanto foi cobrado de VAT. Nesse caso,
você pagou £400 pela câmera + 17.5% de VAT (£70),
e se a loja fizer parte do VAT Refund Scheme,
você recebe £70 de volta no Brasil. Peça um
formulário ao comerciante. Chegue mais cedo ao
aeroporto no dia da viagem e dirija-se ao Customs
VAT Reclaim Office. Os inspetores precisam ver o
recibo, o formulário preenchido e os produtos
comprados. Você só é reembolsado pelos produtos
que estiver levando para o Brasil.
CARTÕES DE CRÉDITO Sempre que possível, pague
suas compras ou qualquer serviço prestado com
cartão de crédito. Segundo o Consumer Credit Card
Act 1974, em qualquer transação comercial acima
de £100 a empresa que emite o cartão de crédito é
tão responsável pela qualidade do produto ou
serviço prestado quanto o comerciante. Isso
significa que se o produto não estiver em
perfeito estado você pode devolvê-lo ou exigir um
novo e caso o vendedor não concorde em fazê-lo,
você pode recorrer também ao banco que emitiu o
cartão de crédito. Você não é obrigado a aceitar
que o produto seja consertado a menos que ele
tenha sido usado por um período razoável. Exija a
troca por um novo ou a devolução do pagamento. Ao
aceitar que um produto seja consertado você perde
o direito de rejeitá-lo se o problema persistir.
O responsável pela qualidade e entrega do produto
é o comerciante e não o fabricante. Embora
algumas lojas incluam em seus termos e condições
que "não reembolsam em nenhuma circunstância", se
o produto não estiver em bom estado o comerciante
é obrigado a trocá-lo ou devolver o dinheiro.
Caso haja resistência e o valor da compra for
superior a £100, você deve então recorrer ao
cartão de crédito. Se não acatarem sua
reclamação, envie uma carta mencionando o
Consumer Credit Act 1974 e sua reivindicação
deverá ser levada a sério. Existe ainda a
possibilidade de recorrer ao Trading Standards
Office da sua área e, na pior das hipóteses,
processar tanto o cartão de crédito como o
vendedor na Corte de Pequenas Causas (Small
Claims Court). Nesse caso, você precisa pagar uma
taxa para a corte (10% do valor que está sendo
disputado), mas será reembolsado pela companhia
ou pessoa que está processando se vencer a causa.
O problema é que o processo leva cerca de três
meses e se nesse período a empresa processada
falir ou mudar de endereço será difícil reaver o
seu dinheiro e a taxa paga pelo processo. Por
isso é melhor pagar com cartão de crédito, já que
instituições financeiras raramente fecham.
Lembre-se de que se em vez de pagar com cartão de
crédito, você usar cartão de débito ou pagar com
cheque, a instituição financeira fica totalmente
isenta de qualquer responsabilidade e você terá
que lidar exclusivamente com o comerciante.
ADVOGADOS/LEGAL HELP Mesmo sendo estrangeiro, se
você ganha pouco e tem pouco dinheiro guardado no
banco (incluindo caderneta de poupança e outros
investimentos), você tem direito a Legal Help
(assessoria jurídica gratuita) caso precise de um
advogado. Para calcular se você tem direito,
digite seus dados financeiros na calculadora do
site
http://www.justask.org.uk/legalhelp/calculator.jsp?lang=en
De uma forma geral, quem ganha até £621 por mês e
tem menos de £3 mil no banco (ou caderneta de
poupança) tem direito, mas se você tem família /
dependentes, há deduções a serem feitas e se
achar o cálculo complicado, visite o Citizens
Advice Bureau mais próximo de você (veja a seção
Endereços Úteis). Além de uma consulta gratuita
que pode durar até duas horas, você tem direito
também a um intérprete se tiver dificuldades para
se comunicar em inglês. Normalmente, os advogados
não contratam o intérprete para a primeira
consulta pois precisam antes se certificar de que
você preenche os requisitos para obter legal
help, portanto se você não se comunica muuito
bem, convém levar um amigo fluente em inglês e
comprovantes de renda como, por exemplo, extrato
bancário, comprovante de salários, etc. O
advogado pode escrever cartas em seu nome e até
representá-lo num tribunal se for o caso. Basta
procurar um escritório de advocacia que tenha
convênio com a Legal Aid Franchise. Independente
da sua situação financeira, se você for preso
você tem direito a um advogado gratuitamente.
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ESTUDANTES COM O VISTO DE ESTUDANTE, você pode
sair do país com o mesmo visto mas leia
atentamente a seção Entradas Sem Bandeiras pois
você pode ser questionado novamente e a
autoridade dos oficiais da fronteira/aeroporto
prevalece sobre a do Ministério do Interior. Como
estudante você pode também trabalhar até 20 horas
por semana sem ter que requerer permissão. A lei
que aboliu a permissão de trabalho para
estudantes estrangeiros foi introduzida em 1999
mas devem ser observadas algumas restrições: ·
Durante o ano letivo o estudante não pode
trabalhar mais de 20 horas por semana, a não ser
no caso de estágios relacionados a seus estudos,
reconhecidos pela instituição onde ele está
matriculado. · O estudante não pode ter seu
próprio negócio ou trabalhar como autônomo.
Tampouco é autorizado a atuar como esportista ou
artista. · O estudante não tem permissão para
seguir uma carreira que requeira período
integral. Todo turista ou estudante que
permanecer no Reino Unido por mais de seis meses
é obrigado a se registrar no The Overseas
Visitors Records Office (veja endereço e telefone
na seção Endereços Úteis). Para isso é necessário
pagar uma taxa de £34 e você precisa apresentar o
seu passaporte e duas fotografias recentes, que
podem ser tiradas na hora (há uma máquina no
local onde você se registra). Você então recebe
uma caderneta verde que não tem nada a ver com o
Green Card americano e não é permissão de
trabalho. Sempre carregue este cartão quando
deixar o país para evitar problemas na volta. Se
não se registrar, terá problemas quando voltar ou
se necessitar estender o visto novamente.
ESCOLAS Algumas escolas são eficientes ao ajudar
o aluno na extensão do visto mas nem todas
oferecem cursos de boa qualidade. Se você
realmente quer aprender inglês, visite várias
escolas e peça para assistir a uma trial lesson
(aula experimental gratuita). No caso de ter que
estender o visto, leia atentamente as
recomendações da seção Extensão de Vistos antes
de escolher a escola. Geralmente o que faz um
curso é o professor. Como você está na
Inglaterra, não é preciso pagar uma fortuna por
uma escola com altos laboratórios e aparatos como
as escolas no Brasil necessitam: há mil cinemas,
lojas e pubs onde você pode entrar e praticar o
seu inglês, mas é uma ilusão achar que você vai
aprender de ouvido e quanto mais cedo você
começar a estudar, maior a motivação. Quem não
tem problemas de visto, pode tentar um curso
noturno, que sai mais barato e tem menos alunos
na classe, ou então optar pelos cursos gratuitos
oferecidos pela St. George School of English (37
Manchester Street, W1, tel. 020 7299 1704). O St.
Giles College também oferece cursos gratuitos em
alguns meses do ano (154 Southampton Row, WC1,
metrô Holborn, tel. 020 7837 0404). O Hammersmith
& West London College também oferece aulas de
inglês com professores estagiários de segunda a
sexta-feira, das 13.45 às 15.45 / 17.30 às 19.30
e aos sábados, das 10h às 12h (o colégio fica na
Gliddon Road, W14, a 100 metros da estação do
metrô de Baron's Court, Piccadilly Line, e as
matrículas são feitas na quinta-feira, 14h na
c186). Esses cursos são grátis porque são
oferecidos por ingleses que estão sendo treinados
para serem professores e precisam adquirir
experiência. A maioria deles é jovem e tenta usar
técnicas modernas de conversação que sempre
melhoram a pronúncia e o vocabulário. Mas se você
precisa do visto de estudante, essas aulas não
são reconhecidas pelo Home Office. Leros publica
todo mês anúncios para todos os bolsos e
requisitos e cabe a você descobrir a escola que
preencherá suas necessidades (cuidado com as
'fábricas de visto'). Se você pretende estudar
literatura, fotografia, desenho, arte, etc., os
colégios do governo têm ótimos cursos de
meio-período a preços acessíveis e basta
dirigir-se à biblioteca local para obter uma
brochura. Para uma listagem mais abrangente de
todos os cursos da rede estadual disponíveis em
Londres, basta comprar o livro Floodlight ou a
revista On Course. Já os cursos de período
integral (15 horas ou mais por semana), custam
bem mais caros para os alunos que não pertencem à
União Européia. (veja a seção Escolas para
endereços e links) ESTUDANTES CASADOS / COM
FILHOS COMO ESTUDANTE, você pode trazer sua
esposa/marido e filhos menores de 18 anos, desde
que tenha como comprovar que pode acomodá-los e
sustentá-los durante seus estudos, sem recorrer a
nenhum benefício do governo. Se o visto do
estudante tiver duração superior a 12 meses, seu
cônjuge poderá trabalhar (o marido/esposa do
estudante pode trabalhar período integral mas o
estudante só pode trabalhar durante as férias ou
20 horas por semana durante o curso).
Quem pode estar sob a condição de dependente de
um estudante A princípio, o cônjuge (marido ou
esposa) e os filhos (desde que tenham menos de 18
anos no momento da entrada no Reino Unido) têm o
direito de acompanhar o estudante durante o
período de seus estudos. Importante mencionar que
não faz qualquer diferença se é o marido ou a
esposa quem possui o visto de estudante. Em ambos
os casos, o cônjuge poderá acompanhá-lo como seu
dependente. Mencionamos esse fato porque em
textos sobre o visto de estudante escritos em
inglês, há a informação de que o estudante poderá
ter como seu dependente seu "spouse". Alguns
brasileiros equivocadamente traduzem o termo
"spouse" como "esposa", concluindo, assim, que
apenas a esposa poderia ficar como dependente de
seu marido estudante. No entanto, a tradução do
termo "spouse" vem a ser cônjuge, o que significa
que tanto a esposa pode estar sob a condição de
dependente de seu marido como vice-versa.
Permissão para trabalhar Durante o período de
aulas, ao estudante será concedida permissão para
trabalhar "part-time", ou seja, ele apenas poderá
trabalhar 20 horas semanais. Essa regra existe
para que o estudante não venha a ter seus estudos
prejudicados pelo excesso de trabalho, portanto,
durante o período de férias o estudante poderá
trabalhar "full- time", período integral. Já a
situação do seu dependente é diferente. A
permissão para que o dependente do estudante
possa trabalhar vai depender da duração do visto
do estudante. Caso o visto concedido ao estudante
seja superior a 12 meses, ao seu dependente será
concedida permissão de trabalho "full time", ou
seja, este terá permissão legal para estar
empregado e trabalhar período integral. O mesmo
não acontecerá se o visto concedido ao estudante
for inferior a 12 meses. Nesse caso, seu
dependente ficará proibido de trabalhar, seja
"part" ou "full time".
Condições para a concessão do visto ao dependente
Para que ao cônjuge seja concedido o estado de
dependência, o casal deverá, primeiramente,
comprovar que está efetivamente casado. Ou seja,
mesmo que duas pessoas vivam como se fossem
casadas há vários anos, não há como requerer o
visto de dependente ao parceiro, pois nessa
hipótese não há o reconhecimento da União
Estável. O casal deverá, ainda, demonstrar que
existe a intenção de que o casamento perdure
durante o tempo dos estudos, que não haverá
necessidade de recorrer a auxílio do governo e
que, uma vez expirados seus vistos, o casal
deixará o Reino Unido. Esse último requisito
existe porque a finalidade do Governo Britânico
ao conceder o visto de estudante é que,
terminados os estudos, a pessoa retorne ao seu
país de origem e aí utilize a cultura e o
conhecimento adquiridos no Reino Unido. Durante o
período de seus estudos, o estudante poderá,
ainda, ter em sua companhia seus filhos, desde
que tenham menos de 18 anos no momento da entrada
no Reino Unido. Para a concessão do visto, deverá
ficar comprovado que o filho não é uma pessoa
independente, que é solteiro e não formou sua
própria família. Deve, ainda, ficar comprovada a
capacidade de o filho ser sustentado e mantido
sem necessidade de recurso a auxílio público e
que, uma vez expirado seu visto, não permanecerá
no Reino Unido.
ESTUDANTES COM VISTO DE TURISTA APESAR DE
CHEGAREM AO AEROPORTO já matriculados em uma
escola, alguns brasileiros recebem o visto de
turista. O problema é que ao receber o visto de
turista, foi carimbado em seu passaporte
"Employment Prohibited", o que o impede de
trabalhar. Se você perceber que recebeu o visto
de turista, é possível pedir ao funcionário da
Imigração para trocar pelo visto de estudante,
pois não será possível obter o visto de estudante
se você decidir estudar por mais do que seis
meses. Embora não haja muita fiscalização, o
brasileiro com visto de turista não tem permissão
para trabalhar mesmo que esteja estudando 15
horas ou mais por semana. Se for autuado
trabalhando, está sujeito a ser deportado. Em
abril de 2003, o Departamento de Imigração fez
uma incursão numa fábrica de biscoitos em Surrey,
no sul da Inglaterra, e todos os brasileiros com
visto de turista foram deportados. Os que tinham
visto de estudante foram liberados. Mas no dia 11
de agosto de 2003, o Departamento de Imigração
enviou uma equipe à mesma fábrica e desta vez os
estudantes que estavam trabalhando mais do que a
carga horária permitida também foram deportados.
Mesmo que esteja estudando, quem não tiver o
visto de estudante está sujeito a ser deportado e
quem tem o visto de estudante também corre o
risco de ser deportado se estiver trabalhando
mais horas do que o visto permite.
ESTUDANTES E TURISTAS QUE SAEM DO PAÍS ANTES DO
VISTO TERMINAR TODA VEZ QUE O TURISTA DEIXA O
PAÍS, ele pode ser questionado novamente quando
retorna ao Reino Unido e a decisão do oficial da
Imigração no aeroporto prevalece sobre o visto
concedido anteriormente. Se um turista tem um
visto de seis meses e depois de dois meses decide
viajar, quando voltar ele receberá um novo visto,
que não necessariamente terá a mesma duração do
anterior. O novo visto poderá ter a duração de
mais seis meses ou apenas um mês. Existe também a
possibilidade de o turista não ser aceito de
volta caso os oficiais da imigração não estejam
convencidos de que ele pretenda retornar ao
Brasil e tenha como se manter no Reino Unido sem
trabalhar. Os oficiais raramente complementam o
visto recebido anteriormente e o fato de o
turista estar viajando pela União Européia é
irrelevante: tanto faz se ele foi passar férias
em Paris ou na Índia. Para quem tem o visto de
estudante o procedimento é diferente. Neste caso,
ele geralmente recebe um novo visto com a mesma
duração do anterior. Os estudantes raramente têm
problemas ao retornar, mas também estão sujeitos
a uma nova avaliação e caso não respondam as
perguntas satisfatoriamente, poderão não ser
aceitos.
Volta ao início da página
EXTENSÃO DE VISTOS Quem está no Reino Unido com o
visto de turista, deverá retornar ao Brasil e
solicitar um novo visto no Consulado Britânico do
Rio de Janeiro. Quem tem o visto de estudante
pode fazer cursos de curta duração (inglês,
computação, etc) por um período de até dois anos.
Para permanecer mais tempo como estudante, é
preciso estar matriculado em curso de nível
superior. Junto com o requerimento e o
passaporte, é preciso enviar um cheque de £250.00
se o formulário for enviado pelo correio, ou
pagar £500.00 se decidir fazer o pedido de
extensão pessoalmente. O pagamento pode também
ser feito por cartão de crédito ou vale postal. O
pagamento da taxa não garante que o visto será
estendido. Caso o pedido seja recusado o dinheiro
não é devolvido. O valor pago destina-se apenas a
cobrir as despesas decorrentes do processamento
de cada pedido e o Home Office prevê um período
de três semanas para avaliar 70% dos
requerimentos recebidos. Os casos mais complexos
não costumam levar mais do que três meses para
serem decididos. Caso o requerente esteja
disposto a pagar £500.00 para discutir seu caso
pessoalmente, a resposta pode ser obtida no mesmo
dia, mas se a documentação não for considerada
satisfatória ou o funcionário da Imigração
considerar o caso muito complexo a decisão pode
ser adiada e existe ainda a possibilidade de ser
necessário marcar uma entrevista em outra data.
Em caso de recusa do visto, o requerente não
precisa pagar nada para apelar da decisão. · O
requerimento para extensão de visto pode ser
obtido pelo telefone 0870 241 0645 ou pela
Internet: www.ind.homeoffice.gov.uk · O
requerimento e o passaporte devem ser enviados
para o endereço que consta no novo formulário. ·
Os brasileiros que moram em Londres e desejarem
apresentar seu caso pessoalmente, pagando £500,
devem dirigir-se ao seguinte endereço: Public
Caller Unit Lunar House, 40 Wellesley Road,
Croydon CR9 2BY. Para obter o visto de estudante,
são necessários: Passaporte: Deve ser enviado ao
Home Office (Polícia Federal, consulte a lista de
endereços úteis na página 30) pelo menos quatro
semanas antes do seu visto vencer, de preferência
já com a carta do colégio. Mande registrada para
evitar qualquer extravio. Carta do Colégio: A
carta deve atestar que você está matriculado,
pagou por um curso de no mínimo 15 horas por
semana e, se o curso já tiver começado, que a sua
freqüência tem sido satisfatória (80% no mínimo)
e que você tem progredido em seus estudos.
Dinheiro: Além do recibo do colégio, é necessário
que você prove que pode se manter durante todo o
período do curso. Enviando o passaporte e a carta
do colégio, eles deduzem que você tem dinheiro
para bancar sua estadia e nem sempre pedem
comprovante bancário. Mesmo assim, é bom estar
preparado para enviar um "statement of balance"
caso seja requisitado.
.
If in doubt, leave it out: Uma vez que você envia
o passaporte, o Home Office abre uma pasta com o
seu caso e toda vez que você contatar o Home
Office, eles localizam a sua pasta. Para manter
coerência com correspondências futuras, diga
apenas o essencial. Não especifique quanto tempo
você quer de extensão porque você pode mudar de
idéia e necessitar prorrogar o seu visto
novamente (os ingleses planejam tudo com um ano
de antecedência e encaram mudanças de planos com
suspeita). Mantenha cópias da correspondência
enviada e use-a como referência para futuros
contatos.
.
Recusas: Quando o Home Office recusa o seu
pedido, o passaporte é enviado sem carimbo (mas
anotam na sua pasta) e acompanhado de uma carta
estipulando um prazo de 28 dias para deixar o
país. Se você acha que foi injustiçado, vale a
pena apelar pois em muitos casos a decisão é
revogada. Junto com a carta, você recebe
instruções de como apelar.
.
Asilo político: O Brasil é considerado um país
seguro e as chances de um brasileiro conseguir
asilo político são remotas. Muitos brasileiros
que entraram com o pedido apenas para terem seu
visto estendido enquanto seus casos eram
estudados e desfrutarem da ajuda de custo e
pagamento de aluguel pelo governo receberam uma
resposta negativa. Uma vez que um pedido de asilo
é recusado, fica impossível permanecer no país
como visitante ou estudante e o nome da pessoa
que requereu falsamente o asilo ficará registrado
nos computadores da Polícia Federal e da
Imigração Britânica para que ela seja impedida de
retornar ao Reino Unido.
BRASILEIROS QUE SE CASAM EMBORA A MAIORIA DOS
ESTUDANTES retorne ao Brasil, alguns se envolvem
em relacionamentos amorosos e quando se casam
podem se tornar residentes, desde que preencham
os requisitos do Home Office (Ministério do
Interior), que diferem conforme o tipo de
relação. Casamento com britânicos Para se casar
no Reino Unido, é necessário observar UM dos
seguintes critérios: A. Se você já se encontra no
Reino Unido, é preciso obter um certificado de
aprovação do Home Office. Para que um brasileiro
possa se casar com um britânico, e posteriormente
requerer seu visto de esposo, é necessário que ao
se casar o brasileiro tenha um visto superior a
seis meses. Ou seja, o brasileiro aqui estiver
como turista ou até mesmo com visto de estudante
de seis meses, a ele não deverá ser concedido o
certificado de aprovação para se casar. a pessoa
que deseja se casar. Só pode solicitar essa
aprovação quem tiver um visto de mais de seis
meses e com no mínimo três meses restantes do
mesmo. Portanto, o que muita gente temia
aconteceu, turista não pode mais se casar em
território britânico e nem o estudante que ainda
tem em vigor o visto obtido no aeroporto. Deve-se
observar que este certificado somente tem a
função de permitir que o casamento seja
realizado; não se trata de um tipo de visto. O
visto deve ser requerido depois que o casamento
foi realizado.
B. Se você está no Brasil, precisa obter um entry
clearance (permissão prévia, ou seja, uma espécie
de visto) como noivo(a) ou turista para casar. O
entry clearance deve ser requerido no Consulado
Britânico do país onde o/a noivo/a tem
residência. No caso do Brasil, o único consulado
britânico do país que emite o entry clearance é o
do Rio de Janeiro. Para que um brasileiro possa
vir ao Reino Unido sob a condição de noivo/a de
um britânico, cinco condições devem ser
preenchidas: 1. Caso concedido o visto, o casal
pretenda se casar dentro de um período de seis
meses. 2. Que o casal pretenda viver junto após o
casamento. 3. Que o noivo e a noiva tenham se
conhecido pessoalmente. 4. Que haja acomodação
disponível ao brasileiro e seus dependentes, onde
possam permanecer até a data do casamento, sem
que haja necessidade de recorrer a qualquer forma
de benefício (auxílio desemprego, assistência
habitacional, etc). 5. Que o brasileiro e seus
dependentes possam ser sustentados, após o
casamento, sem necessidade de nenhum benefício
público. Caso seja concedido o visto de noivo/a,
o brasileiro receberá permissão de permanência no
Reino Unido por um período de seis meses sem
permissão para trabalhar. Dentro desses seis
meses, os noivos deverão efetivamente se casar e
requerer o visto de esposo/a ao cônjuge
brasileiro. Faltando um mês para completar dois
anos, a contar do momento em que foi concedido o
visto de esposo/a, o brasileiro poderá requerer
seu visto de residência permanente no Reino
Unido.
C. Se você tem status definitivo no Reino Unido,
ou seja, visto de residência permanente, não
precisa permissão para se casar. Somente as
pessoas sujeitas ao controle imigratório devem
observar estas condições, ou seja, os brasileiros
residentes ou com passaporte da União Européia
não estão incluídos nesta imposição.
Se um brasileiro quiser se casar com uma
italiana, por exemplo, terá que enviar o
formulário com a taxa correspondente (£135) para
o Home Office e aguardar a decisão se poderá ou
não celebrar o casamento aqui. Depois de aprovado
e expedido o certificado em seu nome, o noivo
poderá ir ao Cartório para marcar a data do
casamento. Observa-se que no caso de dois
brasileiros que desejam se casar aqui, cada um
deve enviar o seu próprio formulário
individualmente requerendo a aprovação, ou seja,
terão que pagar duas taxas. Resumindo: os
cartórios designados a celebrarem casamentos de
estrangeiros só estão autorizados a marcar a data
se o interessado possuir o certificado de
aprovação do Home Office, OU se tiver um entry
clearance na condição de noivo ou de visitante
para casar, OU se possuir um visto de residência
permanente. Estas exigências na legislação foram
introduzidas porque o Home Office deseja reduzir
o número de pessoas que realizam o chamado “bogus
marriage” (casamento por conveniência), que
estava aumentando a cada ano. Segundo uma
reportagem da BBC, cidadãos europeus residentes
na Holanda vinham a Londres apenas para se casar
com imigrantes ilegais em Londres e regularizar
sua situação, cobrando, é claro, para se casar. A
estratégia do governo deve funcionar, pois sem
passar por esta triagem a pessoa não conseguirá
sequer marcar o casamento, quanto mais requerer o
visto de esposo(a).
Não basta apenas uma certidão de casamento para
obter residência. O Home Office (Ministério do
Interior) exige provas de que o casamento é
legítimo e não por conveniência, portanto é
essencial que você tire as fotos da cerimônia do
casamento no cartório. As pessoas recém-casadas
agora só podem requerer visto por prazo
indeterminado depois de dois anos de casadas (a
lei anterior exigia apenas 12 meses). Durante
esse período, não podem requerer benefícios do
governo, como auxílio-desemprego, estão sujeitas
a serem entrevistadas e o Home Office decidirá se
concede ou não o visto depois de avaliar se o
casamento é "legítimo e sustentável", uma
terminologia que deixa implícita a possibilidade
de recusa de visto a casais que não estejam
financeiramente estáveis. Em alguns casos, eles
entrevistam o casal individualmente para se
certificar de que o marido e a esposa pretendem
continuar vivendo juntos, como casal. As
perguntas mais comuns são como os dois se
conheceram, como foi o primeiro encontro e por
quanto tempo eles namoraram antes de decidirem se
casar. É também essencial provar que durante os
dois primeiros anos de casamento, nem o marido
nem a esposa dependerão de benefícios sociais,
portanto o britânico/a que se casa com um
estrangeiro/a deve provar que pode sustentar seu
cônjuge por um período de 24 meses sem recorrer
ao auxílio desemprego ou qualquer outro benefício
social. Uma vez que os requisitos do Home Office
estejam preenchidos, o estrangeiro recebe um
visto de um ano e já pode trabalhar. Se continuar
casado, recebe o visto por tempo indeterminado.
Caso se divorcie, o visto por prazo indeterminado
não é cancelado, mas estando divorciado é
necessário esperar cinco anos para requerer a
cidadânia britânica. Quem está casado pode
requerer a nacionalidade britânica três anos
depois do recebimento do visto por prazo
indeterminado. Para requerer a cidadania, ele/a
não pode ter se ausentado do Reino Unido por mais
de 270 dias e não pode ter saído do país por mais
de 90 dias no ano anterior ao pedido.
Se você já é casado com um britânico é possível
conseguir o visto de permanência antes mesmo de o
casal vir para o Reino Unido, desde que você
preencha os seguintes requisitos: 1. Estar casado
há mais de quatro anos. 2. Ter vivido esses
quatro anos em algum outro país que não o Reino
Unido 3. Estar vindo ao Reino Unido para aqui
permanecer.
Mas é preciso lembrar, mais uma vez, que essa
hipótese apenas será válida caso o cônjuge do
brasileiro seja britânico, ou seja, se o
brasileiro estiver casado, por exemplo, com um
espanhol ou português, não poderá requerer esse
tipo de visto.
Casamento com outros europeus Embora o Reino
Unido faça parte da União Européia, há uma
significativa distinção no que diz respeito às
regras e condições de permanência estabelecidas
ao cônjuge se a pessoa for casada com um
indivíduo nacional do Reino Unido ou com cidadão
de outro país membro da União Européia. Como a
maioria dos leitores se encontra no Reino Unido,
analisaremos a questão de brasileiros que venham
a se casar ou a se unir a nacionais de países
membros da Comunidade Européia. Para que os
brasileiros casados com europeus possam
acompanhar seu cônjuge durante sua permanência no
Reino Unido, alguns critérios e condições devem
ser observados:
A necessidade de o europeu estar exercendo seu
direito de permanência no Reino Unido Para que
seja concedido ao cônjuge o visto de esposo, o
europeu deverá estar exercendo um de seus
direitos de permanência no Reino Unido. Podemos
citar como direito de permanência o de estar
trabalhando no Reino Unido, seja como empregado
ou autônomo ou o de aqui permanecer para fins de
estudos. A pessoa poderá, ainda, comprovar que é
auto-suficiente ou aposentada e aqui pretende
permanecer como tal. Todas essas hipóteses de
permanência serão analisadas individualmente pelo
Departamento de Imigração do Home Office
(Ministério do Interior) e deverão ser
comprovadas por meio de documentação.
Permissão de Trabalho Ao cônjuge do europeu será
concedida permissão de trabalho automática, ou
seja, este não precisará estar em posse de um
“work permit” para que possa trabalhar
legalmente. O cônjuge terá permissão de trabalhar
em tempo integral, não sendo permitida qualquer
forma de discriminação em função de sua
nacionalidade.
Cônjuge x Parceiro Apesar de estar prevista a
possibilidade de concessão de visto ao ESPOSO(A)
de nacional de país membro da Comunidade
européia, o Home Office reconhece a possibilidade
de concessão deste visto ao parceiro que convive
em União Estável. Para que a União Estável seja
reconhecida, deverá ficar comprovada a existência
de quatro requisitos: 1) Que qualquer casamento
(ou relacionamento similar) anterior está devida
e permanentemente terminado. 2) Que as partes
pretendem continuar vivendo permanentemente como
pessoas casadas. 3) Que ambos têm condições
financeiras suficientes para se sustentarem e se
acomodarem, sem que haja necessidade de recorrer
a auxílio público. 4) Que o cônjuge, no caso o
brasileiro, tem mais de 18 anos e o europeu mais
de 16. Estando preenchidos esses requisitos, ao
companheiro do europeu poderá ser concedido o
visto de esposo.
Renovação e Perda do Visto O visto de esposo
poderá não ser renovado ou, até mesmo, ser
revogado em algumas situações. Uma dessas
situações ocorrerá caso o europeu deixe de
exercer um de seus direitos de permanência no
Reino Unido (acima mencionados). Por exemplo, se
o europeu recorrer a auxílio público, seu cônjuge
deverá ter seu visto cancelado ou, ainda,
ocorrerá a revogação do visto de esposo caso as
partes venham a se divorciar. Cabe mencionar, que
para fins migratórios, o rompimento do matrimônio
se dá com a sentença definitiva de divórcio.
Permanência Definitiva O cônjuge do europeu
poderá requerer que seja concedido direito de
permanência definitiva após quatro anos de
moradia no Reino Unido. No entanto, deverá ficar
comprovado que seu cônjuge europeu também residiu
no Reino Unido e aqui trabalhou ou esteve
economicamente auto-suficiente durante a
totalidade do período. Deverá ser fornecido, como
meio de comprovação, os passaportes utilizados
durante os quatro anos, além de evidência de
emprego, trabalho autônomo ou auto-suficiência
durante o mesmo período. Como evidência de
emprego, podemos mencionar a possibilidade de
fornecer os P-60 (declaração de renda) dos
últimos quatro anos ou uma carta do “Inland
Revenue” (Receita Federal), confirmando o
pagamento das taxas devidas durante o mencionado
período.
SE O VISTO DOS PAIS DA CRIANÇA não permite que
eles recorram a fundos públicos (e esse é o caso
de turistas e estudantes), a permissão não é
alterada com o nascimento da criança no Reino
Unido. Na Inglaterra não existe o chamado
"direito de solo". A criança herda o status e a
cidadania dos pais. Ou seja, se os pais não têm
direito a benefícios do governo, o fato de terem
um filho nascido em território britânico não muda
a situação e eles não têm direito a ajuda de
custo ou outros benefícios públicos destinados
aos europeus, a menos que um dos pais tenha
cidadania européia ou seja residente. Há escolas
estaduais que aceitam crianças brasileiras sem
verificar os status dos pais, desde que a criança
tenha documento de identidade e prova de que
reside na área em que a escola está localizada.
No caso de famílias necessitadas, às vezes é
possível recorrer à Administração Regional da
área onde os pais residem (Local Authority) e
requerer assistência para assegurar o bem-estar
da criança. Mas antes de prestar qualquer serviço
à criança, é bem provável que o Local Authority
exija que os pais tenham bons motivos para não
retornar ao Brasil. Quanto à assistência médica,
algumas formas de tratamento são acessíveis a
brasileiros no Reino Unido: · Pronto Socorro para
casos de emergência (acidentes e tratamentos que
não envolvam internação em hospital). ·
Tratamento psiquiátrico vital. · Tratamento de
algumas doenças contagiosas, como por exemplo,
doenças transmitidas sexualmente. Isso significa
que uma mulher grávida tem direito a tratamento
de emergência no momento em que estiver dando à
luz, mas terá que pagar por qualquer exame (por
exemplo, pré-natal), acompanhamento médico ou
qualquer outro serviço, e os hospitais estão
fiscalizando cada vez mais o status de mulheres
estrangeiras que engravidam antes de permitir
acesso a seus serviços. Para que um brasileiro
tenha direito a assistência médica no Reino
Unido, é necessário que ele esteja vivendo no
país com um propósito definido por um período
mínimo de seis meses, como é o caso de estudantes
matriculados em cursos de seis meses ou mais. Ou
então que ele tenha vivido no Reino Unido por
pelo menos 12 meses antes de necessitar de
assistência médica ou procurar qualquer forma de
tratamento. Os brasileiros que preenchem esses
requisitos podem se registrar gratuitamente com
um GP (General Practitioner, o médico do bairro).
Embora os GPs normalmente não investiguem o
status do paciente como fazem alguns hospitais, o
GP pode também recusar-se a registrar o paciente
se achar que ele não está em conformidade com a
lei. Brasileiros casados com europeus que têm
filhos de casamentos anteriores Um brasileiro
contraindo casamento com um europeu e tendo
filhos menores de 21 anos do casamento anterior,
estes também poderão ficar como dependentes do
cidadão europeu. Mas se o filho tiver mais de 21
anos, é necessário provar que o casal está
sustentando o filho no Brasil, ou seja, que ele
não tem condições de se manter sozinho,
dependendo financeiramente do pai ou da mãe que
se encontra casado com um europeu aqui no Reino
Unido. No caso de alguma debilidade que o impeça
de exercer uma atividade produtiva, o visto
facilmente seria concedido. Estando o filho no
Brasil, ele terá que solicitar o visto no
Consulado Britânico do Rio de Janeiro, requerendo
o entry clearance de dependente do cidadão
europeu antes de viajar. Como descrito acima, o
filho deve ser menor de 21 anos para que este
direito seja garantido, caso contrário, a
avaliação dependerá de análise do oficial de
Imigração. São considerados dependentes diretos
do cidadão europeu: sua esposa, seus filhos e/ou
os filhos da esposa (como descrito acima), seus
pais e/ou os pais da esposa. Neste último caso,
devemos atentar para a idade do ascendente. Tendo
65 anos ou mais, o visto é facilmente concedido.
Tendo mais novo do que 65 anos é necessário,
conforme indicado acima em relação aos filhos,
provar que o pai ou mãe é dependente
financeiramente e não tem condições de se
sustentar sozinho. Se os pais foram casados, o
visto dificilmente é concedido. Mais uma vez,
neste caso o resultado dependerá de análise,
ficando a critério do oficial de Imigração
conceder ou não o visto.
Como se divorciar
Qualquer pessoa pode se divorciar no Reino Unido,
não importa o tipo de visto que tenha e nem aonde
o casamento foi realizado. Portanto, dois
brasileiros que estão aqui como estudantes, por
exemplo, podem dar início ao procedimento. O
processo de um divórcio no Reino Unido demora em
média cinco meses, estando ambas as partes em
acordo e nem é preciso comparecer à audiência.
Mas se houver algum conflito de interesses entre
as partes, o procedimento irá levar mais tempo. O
divórcio na Inglaterra sempre terá um autor e um
réu. O autor (petitioner) deve indicar à Corte um
motivo para que o casamento seja considerado
terminado. O mais comum é o comportamento da
outra parte (unreasonable behaviour). É
necessário mostrar ao juiz o que aconteceu para
que o autor esteja querendo se divorciar. Se uma
das partes estiver no Brasil não há problema
algum, basta indicar o endereço para a Corte e
ele irá receber em sua residência a cópia da
petição e um formulário que deve ser assinado e
enviado de volta à Corte. Agora, se o autor não
souber aonde está a outra parte, o que acontece
muito, a Corte irá requisitar que sejam
realizadas buscas para que a outra pessoa seja
encontrada. Se o resultado das buscas for
negativo, o divórcio poderá prosseguir sem a
concordância da outra parte. A Corte cobra a
salgada taxa de £300, mas se o autor estiver
recebendo algum tipo de benefício, é permitido o
pedido de isenção da taxa, que será analisado. Se
as partes se casaram no Brasil, é possível
realizar o divórcio aqui, contudo não vale muito
a pena. Isso porque para a sentença de divórcio
da Corte Inglesa ser reconhecida pelo Brasil é
necessário um processo que se chama “Homologação
de sentença estrangeira”. O Consulado Brasileiro
não tem legitimidade para averbar um divórcio,
somente a Justiça Brasileira é competente para
reconhecer uma sentença que foi proferida no
exterior como sendo válida. Então, se a pessoa se
casa no Brasil e depois se divorcia aqui, deverá
ainda realizar esse procedimento no Brasil, que
costuma demorar em torno de um ano, caso
contrário ainda ficará registrado o casamento.
Portanto, sendo o casamento realizado no Brasil,
vale mais a pena iniciar o divórcio no Brasil
mesmo. Isso é possível até mesmo se as duas
partes estiverem aqui no Reino Unido, através da
contratação de um advogado no Brasil.
Lamentavelmente, alguns brasileiros, acham que
casamento só é válido no local aonde foi
realizado. Eles não poderiam estar mais
equivocados. O casamento é um contrato privado
entre as partes e é válido em todo o mundo. O que
acontece é que, se por exemplo, o casamento foi
realizado aqui e os noivos não registrarem a
realização desse contrato no Brasil, o governo
brasileiro não terá a ciência da realização do
mesmo. Mas isso não quer dizer que o casamento
não seja válido lá e nem que as partes só estão
casadas no Reino Unido. Realizar dois casamentos
é crime de bigamia, sendo passível de prisão. Se
os noivos quiserem registrar o casamento que foi
realizado aqui no Brasil, podem iniciar o
procedimento no Consulado Brasileiro ou podem
registrar diretamente no Brasil. Se registrarem
aqui, para o casamento produzir seus efeitos,
deve ser ainda transcrito no Cartório do 1º
Ofício do Registro Civil do domicílio no Brasil.
Volta ao início da página
RETORNO AO BRASIL Bagagem O BRASILEIRO QUE
PERMANECE um ano ou mais no exterior pode levar
os bens adquiridos desde que sejam usados (ou
seja, comprados seis meses antes da data do
retorno). Não é permitido levar artigos
motorizados, portanto uma motocicleta, por
exemplo, está sujeita a todos os impostos. É
necessário que o passaporte apresente as datas de
entrada e saída do Brasil para averiguação do
tempo no exterior e fazer uma lista dos artigos,
com seu valor aproximado em dólares. Não é
essencial, mas útil, levar também um atestado de
residência no exterior, que o Consulado
Brasileiro emite em dois dias, cobrando uma taxa
de £12. Para obter o atestado, o Consulado
necessita uma carta da escola ou do empregador,
especificando a duração do curso ou o período do
vínculo empregatício. O Consulado Brasileiro
colocou na Internet todo o procedimento
necessário para quem está retornando:
www.brazil.org.uk, clique "Consular
Services"..www.brazil.org.uk
Justificativa de ausência nas eleições OS
BRASILEIROS PORTADORES de Título de Eleitor
expedido no Brasil que não votaram porque estavam
no exterior devem justificar a ausência nas
eleições quando voltarem ao país, dirigindo-se à
sua zona eleitoral no prazo de 30 dias a contar
da data de retorno ao país. O eleitor deve fazer
a justificativa apresentando requerimento e prova
de sua ausência do país (cópia autenticada do
passaporte, passagem de ida e volta, etc). Quem
tem o Título de Eleitor expedido no exterior não
precisa justificar a ausência.
Declaração de Isento TERMINA NO DIA 30 DE
novembro o prazo para os brasileiros inscritos no
CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) apresentarem a
Declaração de Isento de Imposto de Renda. O
objetivo da declaração é confirmar o número de
inscrição do CPF pelos não-declarantes e toda
pessoa dispensada de declarar que não fizer a
declaração perde o CPF. A Declaração de Isento
pode ser feita por telefone ligando para o número
00 55 78300 78300 ou pela Internet
www.receita.fazenda.gov.br. O site geralmente
fica congestionado no dia 30 de novembro portanto
convém fazer a declaração antes da véspera do
encerramento do prazo
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4Him
Amy Grant
Antonio
Neal
Big Daddy Weave
Billy James Foote
Chris
Tomlin
Chris
Rice
Deitrick
Haddon
Geoff
Bullock
Jaci Velasquez
Jennifer LaMountain
Joao
Alexandre
Kathy
Troccoli
Keith Getty
Kirk Franklin
Lenny
LeBlanc
Libera
Marcos Vidal
Mahalia Jackson
Matt Redman
Marvin Sapp
Michael W Smith
Nicole C.
Mullen
Oslo
Gospel Choir
Paul
Baloche
Quarteto Vida
Rudy Micelli
Sandi
Patty
Steven
Curtis Chapman
Stuart Townend
The Issacs
Tommy Emmanuel
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